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16/03/2017

Resenha: Os homens que não amavam as mulheres – Millennium #1, Stieg Larsson

Os homens que não amavam as mulheres

 Olá pessoal, como estão vocês?

Venho hoje com mais uma resenha daqueles livros que mencionei no desafio de leitura do ano: Os homens que não amavam as mulheres, o primeiro livro da trilogia Millennium. Pra ser sincera, era um dos que eu estava mais ansiosa para ler e já vou adiantando, não estou nem um pouco arrependida de ter adiantado ele na lista, só com um pouco de medo de não fazer uma resenha a altura.

Vamos lá?


Sobre | Sinopse | Resenha | Quote4×2 motivos


TítuloOs homens que não amavam as mulheres Millennium #1, Stieg Larsson: Trilogia Millennium: Os homens que não amavam as mulheres
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2008
Páginas: 524
Minha Avaliação: 💟💟💟💟💟
Adicione: Skoob | GoodReads

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Sinopse do livro:

Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada, e que um Vanger a matou.

Quase quarenta anos depois, o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mikael descobre que suas inquirições não são bem-vindas pela família Vanger, e que muitos querem vê-lo pelas costas. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados, ele percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet.

O que achei:

Fui levada ao livro depois de assistir a versão americana do filme (rotten tomatoesimdb) e confesso que não esperava metade do que foi essa leitura. A história começa apresentando Henrik Vanger e seu dilema com o desaparecimento da sobrinha. Depois conhecemos a Mikael Blomkvist, um jornalista e co-proprietário da revista Millennium que está passando por um momento complicado em sua carreira e, então, finalmente somos introduzidos a Lisbeth Salander, consultora freelancer de uma empresa de segurança que fora contratada para investigar Mikael a pedido de um associado de Henrik. Parece meio confuso, mas é tudo muito bem estruturado.

O livro tem uma leitura que se desenvolve com a trama. Minha dificuldade são os começos de livro, geralmente demoram a me prender e são arrastados. Esse foi um pouco diferente. O livro traz alguns detalhes que não foram mostrados no filme e isso foi me dando uma motivação extra para continuar a leitura.

Me apaixonei por Lisbeth Salander desde o primeiro momento que a vi no filme e desde que li o livro ela se tornou uma das minhas personagens preferidas bem ao lado de Hermione Granger. Ela é incrivelmente astuta, inteligente, forte e, apesar de tudo, humana com seus medos e jeitos.

lisbeth salander
Como não amar essa mulher?!

Mikael não fica para trás em momento algum. Ele é um dos personagens masculinos mais bem construído que já tive o prazer de conhecer. Apesar de estar em um enredo pesado, ele sabe ser leve e descontraído (não engraçado, descontraído). Sua honestidade, personalidade, seus ideais e principalmente a empatia que ele tem pelos outros personagens foi o que me conquistou.

Gostaria de ter visto um pouco mais da dinâmica entre Mikael e sua filha, mas ainda não terminei a trilogia, quem sabe venham novas surpresas por ai.

Acredito que seja um livro impossível de não agradar aos fãs de uma boa leitura policial.

Lisbeth e Mikael formam uma dupla sensacional. Ambos são muito inteligentes e inquietos, uma vez que começam algo precisam de um fechamento satisfatório. Fiquei torcendo para chegar logo a parte que eles se encontram e foi ainda melhor do que esperava.
A trama ainda trás assuntos mais pesados do que um simples suspense policial, principalmente no que tange a vida pessoal de Lisbeth. Ela precisa lidar com o fato de ser mulher, de ser considerada incapaz de cuidar de si mesma e de sua aparente fragilidade. É impossível não parar para refletir e reavaliar algumas concepções sobre os acontecimentos que lhe são impostos.

Stieg Larsson construiu uma obra sensacional. As investigações de Mikael e Lisbeth te envolve de tal maneira que o leitor sente com se estivesse participando da trama, formando opiniões e querendo chegar cada vez mais afundo do mistério da flor e de Harriet. Há partes em que falta o fôlego e que queremos pular várias folhas para descobrir logo o que vai acontecer. Há momentos em que nos enfurecemos junto aos personagens e odiamos completamente outros. Quando o final vai chegando e as tramas vão se desenrolando vemos como estávamos precipitados. É surpresa atrás de surpresa. Não consigo expressar o quanto ler esse livro vale a pena.

 

Ele a perscrutou com o olhar.
— Lisbeth, pode me dar uma definição da palavra “amizade”?
— Gostar muito de alguém.
— Sim, mas o que faz gostar muito de alguém?
Ela encolheu os ombros.
— Minha definição de amizade se baseia em duas coisas — ele disse. — O respeito e a confiança. Esses dois fatores precisam necessariamente estar presentes. E deve ser recíproco. Pode-se ter respeito por alguém, mas, se não houver confiança, a amizade vira pó.

 

4 motivos para ler:

  1. Os personagens principais são diferentes de todos os que já apareceram por ai. São inusitados, cheios de peculiaridades e conseguimos acompanhar a evolução deles no decorrer da história.
  2. O autor soube trazer a trama para mais perto do leitor, não de um jeito policial, mas numa pegada mais jornalística e investigativa.
  3. A pegada histórica que o livro tem, trazendo reflexos da Segunda Guerra Mundial e como isso afetou a família principal.
  4. Um final surpreendente.

2 motivos para não ler:

  1. São muitos nomes (suecos, ainda por cima). Me peguei algumas vezes voltando as páginas para lembrar quem era a pessoa que estava sendo mencionada e qual era sua posição no meio da trama.
  2. Apesar de ser um suspense policial o livro traz alguns temas bastante pesados, como abuso físico e psicológico, violência contra as mulheres, coisas desse estilo.

 

Aproveitem para me adicionar no Goodreads e/ou Skoob. E deixo aqui um pedido: alguém me dê as blusas da Lisbeth! Melhores frases EVER.

Espero vocês na próxima!

Nina ❤️